Ainda
falando do termo manifestação do Espírito, precisamos compreender sua
verdadeira natureza.
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada
um para o que for útil”
I Coríntios 12:7
A
palavra “manifestação” vem do Latim MANIFESTUS,
que significa “compreensível”, “claro”, “aparente”, “evidente”, formada por manus, “mão”, mais festus,
“agarrado”, “apanhado”.
No
original grego do texto sagrado (I
Coríntios 12:7), a palavra é PHANEROSIS, que significa “exibição”, “expressão”. A palavra substantiva é PHANEROÕ, que significa
“tornar manifesto”, “tornar visível ou observável”.
Apeguemo-nos
a três palavras que designam nesse texto a MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO:
1.
EXPRESSÃO
2.
EXIBIÇÃO
3.
COMPREENSÍVEL
Por
expressão
entendemos aquilo que revela a natureza de algo ou de alguém.
Por
exibição
entendemos aquilo que se torna visível ou observável.
Por
compreensível
entendemos aquilo que se pode compreender facilmente.
A MANIFESTAÇÃO
DO ESPÍRITO É UMA EXPRESSÃO
Tudo
o que existe se expressa de alguma forma. A verdadeira manifestação do Espírito
Santo deve expressar sua natureza e atributos. Essa manifestação não deve
expressar demasiadamente a natureza de seu canal humano, embora opere na
individualidade de cada membro do corpo. Em sua manifestação na Igreja, o
Espírito revela seus cinco atributos ativos: (1) onipotência, (2) onisciência,
(3) onipresença, (4) sabedoria e (5) soberania.
Em
especial nos atributos onipotência, onisciência e sabedoria, o Espírito se
manifesta através dos seguintes dentre os nove dons espirituais (I Coríntios 12:8-11):
ONIPOTÊNCIA:
Fé, Dons de Curar e Operação de Maravilhas.
ONISCIÊNCIA:
Profecia, Palavra de Conhecimento e Discernimento de Espíritos.
SABEDORIA:
Palavra de Sabedoria
A MANIFESTAÇÃO
DO ESPÍRITO É UMA EXIBIÇÃO
A
verdadeira manifestação do Espírito Santo deve ser algo visível e observável
pelos sentidos naturais. Essa manifestação descrita pelo apóstolo Paulo, não é
algo contemplativo e misterioso, mas uma exibição, ou seja, uma demonstração
visível do Ser Invisível e divino, o Espírito de Deus. Ele deve ser demonstrado
às pessoas não somente através da exposição verbal da Escritura Sagrada, mas
pela confirmação e evidência sobrenatural na mesma (Marcos 16:20; Atos 4:29-39). A manifestação do Espírito é, em
essência, a própria demonstração do Espírito. Paulo declara a natureza de seu
ministério para com a igreja de Corinto: “A minha palavra e a minha pregação não
consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do
Espírito e de poder.” (I Coríntios 2:4).
Essa
demonstração do Espírito pode se dar tanto no campo da AÇÃO (dons de curar e operação de milagres/maravilhas) como
no da VERBALIZAÇÃO (profecia,
línguas e interpretação).
Esta
forma de “exibição” não tem como intuito promover homens, mas glorificar a
Deus; é Deus exibindo sua grandeza, poder, justiça, bondade, fidelidade. É uma
exibição gratuita da natureza e caráter de Deus entre os homens.
A MANIFESTAÇÃO
DO ESPÍRITO É COMPREENSÍVEL
A
verdadeira manifestação do Espírito Santo deve ser facilmente compreendida e
livre do elemento enigmático. Qualquer tipo de manifestação que deixe dúvidas e
confusão na mente de qualquer indivíduo, não é do Espírito.
Alguns
seguimentos pentecostais qualificam expressões como dançar, correr, rir, pular,
ou cair, como manifestações do Espírito. Os indoutos perguntariam: “Qual o
propósito ou utilidade disso como manifestação?”. Devemos lembrar que “...a
manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.” Dançar,
correr, rir, pular, ou cair, não revelam nenhum tipo de propósito ou “utilidade”.
Na verdade, podemos classificar essas coisas como reações. Diante de manifestações reais do Espírito Santo a Igreja,
não é errado dançar, correr, rir, pular, ou cair, mas isto é uma reação particular
à ação direta do Espírito Santo, ou seja, o Espírito se manifesta e o homem
reage de acordo com seu “sistema de crenças”, essas crenças podem ser religiosas,
culturais, regionais, litúrgicas, familiares ou intelectuais.
É
mais ou menos assim: Se eu colocar o dedo na tomada e tiver espasmos e
tremores, isso não é a eletricidade em si, mas a minha reação a ela; da mesma
forma, ao ser tocado pela manifestação do Espírito eu posso reagir das mais
extravagantes e estranhas maneiras, isso aconteceu e acontece muito comumente
em tempos de genuíno avivamento espiritual.
Mas
qual a manifestação do Espírito mais encorajada pelo próprio Espírito Santo,
para que busquemos e demonstremos?
Continua...

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