quarta-feira, 15 de abril de 2015

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

PARTE 4

Ainda falando do termo manifestação do Espírito, precisamos compreender sua verdadeira natureza.


Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil
I Coríntios 12:7

A palavra “manifestação” vem do Latim MANIFESTUS, que significa “compreensível”, “claro”, “aparente”, “evidente”, formada por manus, “mão”, mais festus, “agarrado”, “apanhado”.
No original grego do texto sagrado (I Coríntios 12:7), a palavra é PHANEROSIS, que significa “exibição”, “expressão”. A palavra substantiva é PHANEROÕ, que significa “tornar manifesto”, “tornar visível ou observável”.

Apeguemo-nos a três palavras que designam nesse texto a MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO:
1.     EXPRESSÃO
2.     EXIBIÇÃO
3.     COMPREENSÍVEL

Por expressão entendemos aquilo que revela a natureza de algo ou de alguém.
Por exibição entendemos aquilo que se torna visível ou observável.
Por compreensível entendemos aquilo que se pode compreender facilmente.

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É UMA EXPRESSÃO

Tudo o que existe se expressa de alguma forma. A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve expressar sua natureza e atributos. Essa manifestação não deve expressar demasiadamente a natureza de seu canal humano, embora opere na individualidade de cada membro do corpo. Em sua manifestação na Igreja, o Espírito revela seus cinco atributos ativos: (1) onipotência, (2) onisciência, (3) onipresença, (4) sabedoria e (5) soberania.
Em especial nos atributos onipotência, onisciência e sabedoria, o Espírito se manifesta através dos seguintes dentre os nove dons espirituais (I Coríntios 12:8-11):
ONIPOTÊNCIA: Fé, Dons de Curar e Operação de Maravilhas.
ONISCIÊNCIA: Profecia, Palavra de Conhecimento e Discernimento de Espíritos.
SABEDORIA: Palavra de Sabedoria

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É UMA EXIBIÇÃO

A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve ser algo visível e observável pelos sentidos naturais. Essa manifestação descrita pelo apóstolo Paulo, não é algo contemplativo e misterioso, mas uma exibição, ou seja, uma demonstração visível do Ser Invisível e divino, o Espírito de Deus. Ele deve ser demonstrado às pessoas não somente através da exposição verbal da Escritura Sagrada, mas pela confirmação e evidência sobrenatural na mesma (Marcos 16:20; Atos 4:29-39). A manifestação do Espírito é, em essência, a própria demonstração do Espírito. Paulo declara a natureza de seu ministério para com a igreja de Corinto: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder.” (I Coríntios 2:4).
Essa demonstração do Espírito pode se dar tanto no campo da AÇÃO (dons de curar e operação de milagres/maravilhas) como no da VERBALIZAÇÃO (profecia, línguas e interpretação).
Esta forma de “exibição” não tem como intuito promover homens, mas glorificar a Deus; é Deus exibindo sua grandeza, poder, justiça, bondade, fidelidade. É uma exibição gratuita da natureza e caráter de Deus entre os homens.

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É COMPREENSÍVEL

A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve ser facilmente compreendida e livre do elemento enigmático. Qualquer tipo de manifestação que deixe dúvidas e confusão na mente de qualquer indivíduo, não é do Espírito.

Alguns seguimentos pentecostais qualificam expressões como dançar, correr, rir, pular, ou cair, como manifestações do Espírito. Os indoutos perguntariam: “Qual o propósito ou utilidade disso como manifestação?”. Devemos lembrar que “...a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.” Dançar, correr, rir, pular, ou cair, não revelam nenhum tipo de propósito ou “utilidade”. Na verdade, podemos classificar essas coisas como reações. Diante de manifestações reais do Espírito Santo a Igreja, não é errado dançar, correr, rir, pular, ou cair, mas isto é uma reação particular à ação direta do Espírito Santo, ou seja, o Espírito se manifesta e o homem reage de acordo com seu “sistema de crenças”, essas crenças podem ser religiosas, culturais, regionais, litúrgicas, familiares ou intelectuais.

É mais ou menos assim: Se eu colocar o dedo na tomada e tiver espasmos e tremores, isso não é a eletricidade em si, mas a minha reação a ela; da mesma forma, ao ser tocado pela manifestação do Espírito eu posso reagir das mais extravagantes e estranhas maneiras, isso aconteceu e acontece muito comumente em tempos de genuíno avivamento espiritual.

Mas qual a manifestação do Espírito mais encorajada pelo próprio Espírito Santo, para que busquemos e demonstremos?


Continua...

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