sexta-feira, 17 de abril de 2015

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

PARTE 5

Mas qual a manifestação do Espírito mais encorajada pelo próprio Espírito Santo, para que busquemos e demonstremos?

Nossa mentalidade ocidental humanista e egocêntrica se atém mais ao espetacular do que ao sobrenatural. Ou seja, as manifestações que parecem mais “fantásticas” na concepção humana comum, como curas e milagres, são mais buscados por nós para oferecer o “espetáculo” que o mundo quer para acreditar na Verdade.
É bem verdade que o Senhor deixou estes dons para captar a realidade sensorial (a atenção) dos descrentes (Atos 8:6), mas somos mais exortados pela Palavra inspirada a buscar com zelo outra categoria de manifestação.

Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
I Coríntios 14:1

Sim, os efeitos transformadores da atividade profética são mais efetivos no ajuntamento da Igreja do que a atividade apostólica. Chamamos de ação apostólica, a manifestação do Espírito na missão da Igreja, ou seja, fora de quatro paredes, e de atividade profética a manifestação do Espírito no culto cristão. Assim, o profético é que deve dar a “tônica” em nossos cultos.

Antes de entendermos o profético como manifestação do Espírito, vamos classificar os nove dons espirituais biblicamente relacionados:

1.     DONS DE PODER
·        Dom da Fé
·        Dons de Cura
·        Operação de Maravilhas

2.     DONS DE REVELAÇÃO
·        Palavra de Conhecimento
·        Palavra de Sabedoria
·        Discernimento de Espíritos

3.     DONS DE ELOCUÇÃO
·        Variedade de Línguas
·        Interpretação de Línguas
·        Profecia

Nossa ênfase aqui é no dom que somos todos exortados a buscar zelosamente (I Coríntios 14:1), o DOM DA PROFECIA. É importante distinguir que este Dom de Profecia de I Coríntios 12:10 é diferente do Ministério de Profeta de Efésios 4:11. Nem todo aquele que opera no dom de profecia pode ser considerado um profeta, embora, todo profeta seja dotado do dom de profecia.

Profetizar é certamente a mais importante manifestação do Espírito no ajuntamento da Igreja. Desde o Antigo Testamento, Deus expressou o desejo de que todos os seus servos profetizassem (Números 11:29), e hoje, na Nova Aliança, Deus ainda expressa este desejo para seus filhos nascidos de novo (I Coríntios 14:5).

Quando permitimos que o Espírito Santo se manifeste através da profecia, os efeitos são poderosos e indeléveis no coração das pessoas, especialmente os descrentes.

Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.
I Coríntios 14:24-25

Note nessa Escritura Sagrada quatro efeitos da profecia:

1.     REVELAÇÃO
...os segredos do seu coração ficarão manifestos...
A profecia produz revelação, pois através dela questões íntimas do coração humano são piedosamente expostas por uma Palavra rhema (Hebreus 4:12).

2.     ADORAÇÃO
...lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus...
A profecia produz adoração, pois o descrente ao ver a menifestação sobrenatural do Espírito, se rende em uma atitude de louvor e adoração à Deus.

3.     PROCLAMAÇÃO
...publicando
A profecia produz proclamação, pois esse descrente, após contemplar a manifestação do Espírito, anunciará às pessoas sua experiência no culto e a forma como Deus se apresenta em um ajuntamento de crentes.

4.     CONVICÇÃO
...publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.
A profecia produz convicção, pois através dela o descrente não terá a menor dúvida da presença de Deus em nosso culto.


Continua...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

PARTE 4

Ainda falando do termo manifestação do Espírito, precisamos compreender sua verdadeira natureza.


Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil
I Coríntios 12:7

A palavra “manifestação” vem do Latim MANIFESTUS, que significa “compreensível”, “claro”, “aparente”, “evidente”, formada por manus, “mão”, mais festus, “agarrado”, “apanhado”.
No original grego do texto sagrado (I Coríntios 12:7), a palavra é PHANEROSIS, que significa “exibição”, “expressão”. A palavra substantiva é PHANEROÕ, que significa “tornar manifesto”, “tornar visível ou observável”.

Apeguemo-nos a três palavras que designam nesse texto a MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO:
1.     EXPRESSÃO
2.     EXIBIÇÃO
3.     COMPREENSÍVEL

Por expressão entendemos aquilo que revela a natureza de algo ou de alguém.
Por exibição entendemos aquilo que se torna visível ou observável.
Por compreensível entendemos aquilo que se pode compreender facilmente.

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É UMA EXPRESSÃO

Tudo o que existe se expressa de alguma forma. A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve expressar sua natureza e atributos. Essa manifestação não deve expressar demasiadamente a natureza de seu canal humano, embora opere na individualidade de cada membro do corpo. Em sua manifestação na Igreja, o Espírito revela seus cinco atributos ativos: (1) onipotência, (2) onisciência, (3) onipresença, (4) sabedoria e (5) soberania.
Em especial nos atributos onipotência, onisciência e sabedoria, o Espírito se manifesta através dos seguintes dentre os nove dons espirituais (I Coríntios 12:8-11):
ONIPOTÊNCIA: Fé, Dons de Curar e Operação de Maravilhas.
ONISCIÊNCIA: Profecia, Palavra de Conhecimento e Discernimento de Espíritos.
SABEDORIA: Palavra de Sabedoria

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É UMA EXIBIÇÃO

A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve ser algo visível e observável pelos sentidos naturais. Essa manifestação descrita pelo apóstolo Paulo, não é algo contemplativo e misterioso, mas uma exibição, ou seja, uma demonstração visível do Ser Invisível e divino, o Espírito de Deus. Ele deve ser demonstrado às pessoas não somente através da exposição verbal da Escritura Sagrada, mas pela confirmação e evidência sobrenatural na mesma (Marcos 16:20; Atos 4:29-39). A manifestação do Espírito é, em essência, a própria demonstração do Espírito. Paulo declara a natureza de seu ministério para com a igreja de Corinto: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder.” (I Coríntios 2:4).
Essa demonstração do Espírito pode se dar tanto no campo da AÇÃO (dons de curar e operação de milagres/maravilhas) como no da VERBALIZAÇÃO (profecia, línguas e interpretação).
Esta forma de “exibição” não tem como intuito promover homens, mas glorificar a Deus; é Deus exibindo sua grandeza, poder, justiça, bondade, fidelidade. É uma exibição gratuita da natureza e caráter de Deus entre os homens.

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É COMPREENSÍVEL

A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve ser facilmente compreendida e livre do elemento enigmático. Qualquer tipo de manifestação que deixe dúvidas e confusão na mente de qualquer indivíduo, não é do Espírito.

Alguns seguimentos pentecostais qualificam expressões como dançar, correr, rir, pular, ou cair, como manifestações do Espírito. Os indoutos perguntariam: “Qual o propósito ou utilidade disso como manifestação?”. Devemos lembrar que “...a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.” Dançar, correr, rir, pular, ou cair, não revelam nenhum tipo de propósito ou “utilidade”. Na verdade, podemos classificar essas coisas como reações. Diante de manifestações reais do Espírito Santo a Igreja, não é errado dançar, correr, rir, pular, ou cair, mas isto é uma reação particular à ação direta do Espírito Santo, ou seja, o Espírito se manifesta e o homem reage de acordo com seu “sistema de crenças”, essas crenças podem ser religiosas, culturais, regionais, litúrgicas, familiares ou intelectuais.

É mais ou menos assim: Se eu colocar o dedo na tomada e tiver espasmos e tremores, isso não é a eletricidade em si, mas a minha reação a ela; da mesma forma, ao ser tocado pela manifestação do Espírito eu posso reagir das mais extravagantes e estranhas maneiras, isso aconteceu e acontece muito comumente em tempos de genuíno avivamento espiritual.

Mas qual a manifestação do Espírito mais encorajada pelo próprio Espírito Santo, para que busquemos e demonstremos?


Continua...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A PALAVRA DA FÉ... Duas Escolas


É maravilhoso observar com discernimento profético a maneira como Deus vem restaurando sua Igreja ao longo dos séculos “pós-constantinianos”. A cada geração o Espírito de Deus renova verdades espirituais das Escrituras para culminar com a derradeira e poderosa restauração total no tempo do fim (Atos 3:19-21).

Foi em meados da década de 60 que Deus começou a trazer à tona a revelação do dom da fé. Na verdade, esta revelação ganhou força e projeção através do pastor e evangelista norte-americano EssekWilliam Kenyon, mais conhecido como E.W. Kenyion (24/04/1867 – 19/03/1948). Os escritos de Kenyon explanam as verdades gloriosas da revelação dada ao apóstolo Paulo, em linguagem simples e concisa. Ele escreveu para o homem espiritual, dirigindo-se ao coração do ser humano.
Com o passar dos anos e sua fama sendo conhecida por todos, ele iniciou o Bethel Bible Institute (Instituto Bíblico Betel). Muitos jovens vieram para aprender a Palavra de Deus e sobre a vida de fé ensinada e vivida por ele. Nesta escola, não era cobrada taxa de matrícula e os professores não recebiam salário. Tudo foi feito através da oração. Desta instituição, saíram muitos missionários treinados e enviados a todo o mundo pregando estas verdades.

Os ensinos de E.W. Kenyon deram origem ao movimento chamado A PALAVRA DA FÉ, cujas verdades resgatadas incluíam:

1.     Os privilégios da Nova Criação;
2.     O poder criativo das palavras;
3.     A cura divina na expiação;
4.     O poder do Nome de Jesus;
5.     A dádiva da Justiça imputada.

Poucos movimentos foram tão estigmatizados e perseguidos pelos apologistas intolerantes e céticos como este. À bem da verdade, como em todo movimento de restauração, houve extremos na Palavra da Fé, porém, que não depreciaram sua importância no mover do Espírito ao longo de dois anos de cristianismo.

O Movimento Palavra da Fé foi difundido em todo mundo ganhando muita força, principalmente pelo ministério de dois ministros norte-americanos: Kenneth Hagin e Tommy Lee Osborn.

Os ensinos do irmão Hagin se enveredaram para alguns extremos triunfalistas e de influência cultural americana, tanto na teologia quanto na liturgia do culto.
Realmente, a Palavra da Fé ganhou seu equilíbrio doutrinário pelos ensinos do Dr. T.L. Osborn, que enfatizou a vida abundante e a cura divina como demonstrações da pregação do Evangelho aos não cristãos.

Assim, o Movimento Palavra da Fé pode ser visto pelo prisma de duas escolas que podemos chamar de “Escola do homem Triunfante” e “Escola do Reino Triunfante”:

     ESCOLA DO HOMEM TRIUNFANTE            ESCOLA DO REINO TRIUNFANTE
Kenneth E. Hagin
Tommy Lee Osborn
Joel Osteen
John Osteen
Kenneth Coopeland
Myles Munroe
Joseph Prince
Guilhermo Maldonado

Na tabela acima destaquei apenas alguns difusores mais importantes de cada escola a titulo de pesquisa do leitor, encabeçados pelos irmãos Hagin e Osborn.
Vamos observar agora algumas diferenças importantes de cada escola:

     ESCOLA DO HOMEM TRIUNFANTE            ESCOLA DO REINO TRIUNFANTE
Ênfase na Igreja Local
Ênfase no Reino de Deus
Ênfase em finanças
Ênfase em Saúde
Ênfase na experiência mística
Ênfase na Palavra revelada
Ênfase no Ministério Profético
Ênfase no Ministério Evangelístico
Ênfase nas manifestações no templo
Ênfase nas manifestações fora do templo
Ênfase na doutrina do arrebatamento
Ênfase no estabelecimento do Reino

Quero deixar uma nota de esclarecimento: Não estou unido aos falsos apologistas que usam de maledicência contra o a vida e o ministério do irmão Hagin, tão pouco considero seus ensinos falsos, apenas traço aqui uma linha de equilíbrio escriturístico para vivermos na plenitude da vida abundante de Deus, mas entendendo que todas as dádivas da graça e da Redenção têm a finalidade de fazer com que cada homem e mulher na terra possam encontrar seu propósito e se suprir dos recursos divinos para cumpri-lo.

Não nascemos de novo para buscar ou anelar ser “milionários”, mas para, sim, desfrutar da porção destinada por Deus a nós nesta vida, a fim de reinarmos sobre nosso domínio pessoal para a glória de Deus e expansão de seu Reino; e podemos fazer isto contanto com a certeza de uma saúde redimida na alma e no corpo.

Nascidos de novo em Cristo, somos agora filhos de Deus, justos e justificados pela obra redentora do Calvário, participantes da natureza divina, habitados e capacitados pelo Espírito de Deus, sarados na alma e no corpo pelas feridas de Cristo, embaixadores do Reino com poder sobre o mundo, o Pecado e o Diabo. Tudo isso, para cumprir o propósito original de Deus: Trazer e viver a realidade do céu na terra.

Esta é a Palavra da Fé.
Este é o Evangelho do Reino.

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

PARTE 3

O QUE É SALMO?
 (gr. “psalmos”) Conjunto de versos e música sagrada acompanhada ou não de instrumentos musicais; pode ser de composição conhecida (Lc 20:42; 24:44) ou por inspiração espontânea (Ef 5:19; Cl 3:16; Ap 5:9), pode ser na alma ou no espírito (I Co 14:15). É tanto o cântico congregacional ou individual oferecido à Deus para adorá-lo, exaltar seus atributos e atrair a Sua glória (II Cr 5:12-14). Não pode estar ausente do culto cristão.

O QUE É DOUTRINA?
(gr. “didachê”) É a instrução (o ato ou o conteúdo); o ensino sistemático das Escrituras e da Verdade de Deus. Como substantivo é o ato de ensinar, instruir, tutorear. As pessoas devem entender a Palavra de Deus para poder praticá-la. A igreja deve cuidar e perseverar todos os dias na doutrina (At 2:42; I Tm 4:16). A doutrina deve ser o fundamento das dinâmicas do culto e da Igreja.

O QUE É REVELAÇÃO?
(gr. “apokalypsis”) Descoberta, manifestação... Iluminação de conhecimentos outrora ocultos aos sentidos humanos. A revelação pode também designar um grupo específico de dons espirituais (três em especial) que manifestam a onisciência de Deus: Palavra de Ciência; Palavra de Sabedoria; e Discernimento de espíritos (I Co 12:8, 10). A revelação deve estar em operação no culto para que os descrentes testifiquem da presença de Deus entre nós (I Co 14:24-25), e para que o fieis sejam edificados na fé (I Co 14:22).

O QUE É LÍNGUA?
(gr. “glossa”) Língua no sentido da fala, referente à operação das línguas desconhecidas no âmbito natural (I Co 14:2). Pessoas nascidas de novo podem e devem orar em línguas em momentos especiais do culto, ainda que em voz baixa (I Co 14:28); as línguas não podem ser proibidas no culto (I Co 14:39), pois são uma operação legítima da Nova Aliança e uma promessa de Cristo (Mc 16:17).

O QUE É INTERPRETAÇÃO?
(gr. “hermêneia”) Explicação; “tradução”; Exposição verbal de conhecimentos ocultos. Essa interpretação pode tanto dizer respeito à explicação das Escrituras Sagradas, como também, a “tradução” inspirada e sobrenatural das línguas estranhas (I Co 14:27). Esta operação deve estar presente no culto cristão.

Estes cinco elementos racionais do culto, têm um único propósito: “...Faça-se tudo para edificação.”, ou seja, para a maturidade e o crescimento em Jesus Cristo (Ef 4:12-13).


Ainda falando do termo manifestação do Espírito, precisamos compreender sua verdadeira natureza.


Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil
I Coríntios 12:7

Continua...

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

PARTE 2

Antes de abordarmos a natureza e os elementos do culto cristão, precisamos conhecer os parâmetros e critérios bíblicos para da manifestação do Espírito em uma reunião cristã. Com isso, não podemos limitar ou condicionar essa manifestação soberana à aspectos culturais, étnicos, raciais, teológicos ou denominacionais, e é exatamente isto que muitos movimentos têm feito.

Em alguns seguimentos parece que o padrão da manifestação do Espírito se resume a correr, dançar e cair “no poder”. Realmente, em uma efusão especial do Espírito, ocorrem reações diversas, algumas até extravagantes, pessoas de fato correm pela igreja, dançam e até caem pela manifestação do Espírito, mas isto não pode ser chamado de “a manifestação do Espírito”, e sim, uma resposta racionalmente voluntária e emocionalmente involuntária à manifestação do Espírito.

Na história dos grandes avivamentos existem sobejos relatos de manifestações emocionais em resposta à manifestação do Espírito Santo. Gritos, urros, choro, convulsões, quedas no chão, risadas, danças e coreografias espontâneas. Tudo isso se dava no primeiro impacto da Palavra e do poder de Deus no coração dos homens.

De fato, quando o Deus Espírito Infinito se expressa no homem alma finito, o resultado nunca será o mesmo ao longo das gerações. Deus não está condicionado a nenhum molde ou padrão cultural. O Espírito Santo é simbolizado pelo vento; impetuoso, veemente, soberano e livre (João 3:8; Atos 2:1-4).

Alguns seguimentos pegam essas respostas emocionais (psicossomáticas) e as chamam de “manifestações do Espírito”, criando até mesmo uma teologia em torno delas com textos isolados e descontextualizados das Escrituras.

Vamos entender os seguintes princípios concernentes ao culto e ao cristão:

NOSSO CULTO DEVE SER RACIONAL (Rm 12:1)
NOSSO CULTO NÃO PODE SER ENIGMÁTICO (I Co 14:15-16)
NOSSO CULTO NÃO PODE SER DESORDENADO (I Co 14:33, 39-40)
DEVEMOS AMADURECER NAS COISAS DO ESPÍRITO (I Co 14:20)
DEVEMOS SUJEITAR O NOSSO ESPÍRITO RECRIADO (I Co 14:32)
DEVEMOS MANIFESTAR E DESENVOLVER O PROFÉTICO (I Co 14:5, 31)

Mas qual é, então, a genuína manifestação do Espírito?
Podemos encontra-la em cinco Elementos Racionais do Culto:

Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação
I Coríntios 14:26

O apóstolo Paulo realmente se preocupava com a qualidade do culto, ele não queria que se tornasse teoria ou mera teologia. Ele mesmo, sendo um intelectual, não se ostentava nesse intelectualismo, mas se colocava como canal da manifestação do Espírito (I Coríntios 2:4). E na Escritura acima ele revela cinco elementos racionais do culto cristão: (1) Salmo, (2) Doutrina, (3) Revelação, (4) Língua, e (5) Interpretação.

Continua...

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO


Nunca foi plano de Jesus que sua Igreja se tornasse um “grupo de filósofos”, e que a fé cristã se tornasse um bonito discurso sobre a vida e obra do Cristo.

A Igreja de Jesus Cristo, em especial seu ajuntamento para adoração, não pode ter como ênfase um item litúrgico. O catolicismo perpetuou no centro de seu culto o altar, já o protestantismo, fez do púlpito o centro de sua liturgia. Assim, tudo o que um católico ortodoxo espera na missa, é a participação na eucaristia, e todo protestante ortodoxo sabe que o clímax do culto é a pregação.

Não se pode desprezar o indispensável valor da eucaristia (Santa Ceia), nem tão pouco a crucial importância da exposição bíblica da Palavra de Deus. Porém, nem um e nem outro possui a primazia do culto cristão. Toda liturgia, sacramentos e ordenanças devem estar subjugadas a essência real do culto: A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO.

            ...Toma-se a Ceia como celebração da Obra Redentora de Cristo, que é operada no presente da Igreja pelo Espírito Santo.

            ...Prega-se no culto pela inspiração do Espírito Santo e esperando a confirmação desta Palavra pelo poder do Espírito Santo.

            ...Canta-se no ajuntamento cristão para exaltar o Deus Trino de tal forma que o Espírito Santo se mova livremente e encha da glória de Deus a congregação.

            ...Ora-se no culto como expressão máxima da comunhão do homem nascido de novo e seu Criador através do Espírito Santo.

            ...Oferta-se no culto para demonstrar gratidão e fidelidade a Deus, e este ofertar deve ser guiado pelo Espírito.

Todos estes elementos devem condicionar o ambiente para a manifestação do Espírito Santo.

Um culto sem a manifestação do Espírito não passa de uma agradável reunião social.


Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil
I Coríntios 12:7


Com base no texto acima, uma reunião sem a manifestação do Espírito é uma reunião inútil. Está afirmado com exatidão que “a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil”. Isto implique em cinco coisas:

1.    Sempre deve haver a manifestação do Espírito.
O texto inspirado declara que a manifestação do Espírito “é”, e não foi ou será. Isto indica atualidade. Em todas as gerações a manifestação “é dada”, e em cada ajuntamento cristão a manifestação “é dada”. Ela é. Isto indica que cada vez que nos ajuntamos para um serviço de adoração (culto), devemos responder à presença do Espírito de Deus para que Ele se manifeste. Ele sempre está presente, mas nem sempre é correspondido. Aprendamos a “liberar” a manifestação em toda e qualquer reunião de adoração.

2.    A manifestação do Espírito é um presente gracioso de Deus.
O texto diz ainda que a manifestação do Espírito é um presente de Deus, um dom. Não é vendida ou emprestada, “é dada”. O que significa que, assim como qualquer dádiva da graça, não exige pré-requisitos legais ou morais, apenas fé bíblica. Em cada culto somos presenteados com a presença do Espírito Santo. Porém, a razão da frieza de algumas reuniões cristãs é a indiferença ou ignorância quanto a esta manifestação.

3.    É preciso de alguém para receber a manifestação do Espírito.
Embora seja onipotente e soberano, o Espírito Santo precisa do canal humano para sua manifestação. O texto diz: “é dada a... um”. Um o que? Um indivíduo humano, um homem, uma mulher, uma criança. O Espírito Santo enquanto se move entre nós (e Ele sempre o faz) não está se manifestando, até que “um” esteja disposto a ser o canal.

4.    O Espírito Santo se manifesta na esfera do indivíduo.
Nenhum cristão deveria ser um mero espectador do culto, esperando ser edificado pela manifestação do Espírito em alguém mais sensível ou “mais espiritual”. Todos devem aprender a fluir e se mover com o Espírito Santo, “cada um”.

5.    Sempre haverá necessidade individual da manifestação do Espírito em um ajuntamento cristão.

Por causa das consequências do Pecado Original, o ser humano tornou-se complexo e limitado, assim, em cada ajuntamento sempre haverá alguém necessitando ser ministrado pelo Espírito Santo que manifesta em alguém que conhece sua condição redimida como canal de Deus. Não podemos ser egoístas e deixar de nos oferecer como canais da manifestação do Espírito.

Continua...