segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A VERACIDADE CIENTÍFICA DA BÍBLIA



A Bíblia e a posição da Terra no espaço
Em um tempo que se acreditava que a Terra estava situada em cima de um grande animal ou gigante (1.500 A.C.), a Bíblia falou da posição da Terra no espaço: “O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada.” (Jó 26:7). A ciência não descobriu que a Terra não era sustentada por nada até 1650.

    As Escrituras falam de uma estrutura invisível

Só há pouco tempo atrás, a ciência descobriu que tudo que nós vemos é composto de coisas que não conseguimos ver – átomos. Em Hebreus 11:3, escrito há 2000 anos atrás, a Escrituras nos dizem que “aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”.

    A Bíblia revela que a Terra é redonda

As Escrituras nos dizem que a Terra é redonda: “Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra” (Isaías 40:22).
A palavra traduzida como “círculo” aqui é a palavra em hebraico chuwg, que também pode ser traduzida como “circuito” ou “bússola” ( dependendo do contexto). Ou seja, ela indica algo esférico, arredondado ou arqueado – não algo que é plano ou quadrado. O livro de Isaías foi escrito aproximadamente entre 740 e 680 anos A.C. São pelo menos 300 anos antes de Aristóteles sugerir, em seu livro Sobre os Céus, que a Terra talvez fosse uma esfera. Dois mil anos depois (num tempo em que a ciência acreditava que a Terra fosse plana) as Escrituras inspiraram Cristóvão Colombo a navegar ao redor do mundo.

    A Bíblia e a ciência da Oceanografia

Mathew Maury (1806 – 1873) é considerado o pai da oceanografia também chamada de oceanologia. Ele percebeu a expressão “veredas dos mares” em Salmos 8:8 ( escrito 2.800 anos antes) e disse, “Se Deus disse que há veredas no mar, eu vou encontrá-las”. Maury então acreditou literalmente no que Deus disse e foi procurar essas veredas, e nós devemos muito a sua descoberta das correntes continentais quente e fria. O seu livro sobre oceanografia permanece um texto básico sobre o assunto e ainda é usado em universidades.

    A Bíblia e as ondas de rádio

Deus fez a Jó uma pergunta muito estranha em 1.500 a.C. Ele perguntou: “Ou mandarás aos raios para que saiam, (Page 13) e te digam: Eis-nos aqui?” (Jó 38:35). Isso parece ser uma afirmação cientificamente ridícula – que a luz pode ser enviada, e depois se manifestar em fala. Mas você sabia que toda radiação eletromagnética, de ondas de rádio ao raio-X, viaja na velocidade da luz? É por isso que você fazer uma comunicação instantânea sem fio com alguém do outro lado do mundo. O fato de que a luz podia ser enviada e depois se manifestar em fala não foi descoberto pela ciência até 1846 ( 3.300 anos depois) , quando “o cientista britânico James Clerk Maxwell sugeriu que a eletricidade e as ondas leves eram duas formas da mesma coisa” (Modern Century Illustrated Encyclopedia).

    A Bíblia e Entropia

Três lugares diferentes na Bíblia (Isaías 51:6; Salmos 102:25,26; e Hebreus 1:11) indicam que a Terra está se deteriorando. Isso é o que a Segunda Lei da Termodinâmica (a lei da entropia crescente) afirma: que em todos os processos físicos, todo sistema ordenado ao longo do tempo tende a se tornar mais desordenado. Tudo está se desgastando e deteriorando à medida que a energia está se tornando cada vez mais escassa. Isso significa que o Universo irá se deteriorar ao ponto que (em tese) haverá uma “morte da energia térmica” e portanto não haverá mais energia disponível para o uso. Isso só foi descoberto pela ciência recentemente, mas a Bíblia afirma isso de forma concisa.

    A Bíblia e o ciclo da água

As Escrituras nos informam “Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.” (Eclesiastes 1:7). Essa frase parece não ser profunda. Mas quando é considerada com outras passagens bíblicas, ela torna-se mais fantástica. Por exemplo, o rio Mississipi despeja aproximadamente 518 bilhões de galões de litros de água a cada 24 horas no Golfo do México. Para onde vai toda essa água? E esse é só um entre milhares de rios. A resposta está no ciclo hidrológico, tão bem explicado na Bíblia.
 Eclesiastes 11:3 diz que “Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra”. Olhe para as palavras resumidas da Bíblia em Amós 9:6 Ele ... o que chama as águas do mar, e as derrama sobre a terra”. A idéia de um ciclo completo da água só foi compreendido pelos cientistas no século dezessete. Entretanto, dois mil anos antes das descobertas de Pierre Perrault, Edme Mariotte, Edmund Halley, e outros, as Escrituras mencionaram claramente um ciclo da água.

    A Bíblia e a primeira Lei da Termodinâmica

As Escrituras dizem, “Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.” (Gênesis 2:1). O original em hebraico usa o particípio para indicar que uma ação completada no passado nunca mais iria acontecer. A criação foi “acabada” de uma vez por todas. Isso é exatamente o que a primeira lei da termodinâmica diz. Essa lei (chamada geralmente de lei da conservação da energia ou massa) afirma que nem a massa nem a energia podem ser criadas ou destruídas.
 Foi por causa dessa lei que a teoria do “Estado-imutável” ou “Criação contínua” foi desconsiderada. Hoyle dizia que em alguns pontos do universo chamados “irtrons”, a matéria ou a energia estava sendo criada constantemente. Mas, a primeira lei da termodinâmica afirma exatamente o contrário. Realmente não há “criação” ocorrendo hoje em dia. Tudo está “acabado” exatamente como a Bíblia diz.

    A Bíblia e a dimensões de um navio

Em Gênesis 6, Deus revelou a Noé as dimensões da arca de 42 milhões de litros cúbicos que ele deveria construir. Em 1609 em Hoor na Holanda, um navio foi construído de acordo com essas medidas (30:5:3), revolucionando a construção de navios. Por volta do ano 1900 todos os grandes navios nos oceanos tinham aproximadamente a mesmas proporções da arca (confirmado pelo “Registro de Navio de Lloyd” no Almanaque Mundial).

    A Bíblia e as leis meteorológicas

A Bíblia descreveu um “ciclo” de correntes de ar dois mil anos antes de os cientistas descobrirem: “O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.” (Eclesiastes 1:6). Nós sabemos agora que o ar ao redor da Terra gira em gigantescos círculos, no sentido horário em um hemisfério e no sentido anti-horário no outro hemisfério.

    A Bíblia e a Ciência


“Na antiguidade e no que foi chamado de Idade das Trevas, o homem não sabia o que ele sabe hoje sobre a humanidade e o cosmos. Eles não conheciam a fechadura, mas eles possuíam a chave, que é Deus. Agora muitos têm excelentes descrições da fechadura, mas eles perderam a chave. A solução ideal é a união entre ciência e religião. Nós devemos ser proprietários da fechadura e da chave. A verdade é que à medida que a ciência avança, ela descobre o que foi dito há milhares de anos na Bíblia” Richard Wurmbrand, Provas da Existência de Deus.

A CONFIABILIDADE DO NOVO TESTAMENTO


Para verificar se o NT é um registro fidedigno da história, precisamos responder a duas perguntas em relação aos documentos que compõem o NT:

1. Temos cópias precisas dos documentos originais que foram escritos no século I?

2. Esses documentos falam a verdade?

Vamos começar com a pergunta número 1.


Temos cópias precisas?

Temos certeza de que você se lembra da brincadeira infantil chamada "telefone sem fio". Era uma brincadeira na qual uma criança recebe uma mensagem verbal para passar à próxima criança, que passa aquilo que ouviu à criança seguinte, e assim por diante. Quando a mensagem chega à última criança na seqüência, ela é uma péssima representação daquilo que a primeira criança ouviu. Para o observador comum, esse parece ser o mesmo tipo de distorção que poderia ter infectado documentos que foram transmitidos de geração a geração num espaço de 2 mil anos. Felizmente o NT não foi transmitido dessa maneira.

Uma vez que não foi contado a uma pessoa, que o contou a outra, e assim por diante, a brincadeira do telefone não se aplica. Várias pessoas testemunharam acontecimentos do NT de modo independente, muitas das quais os registraram em sua memória, e nove dessas testemunhas oculares/contemporâneas registraram suas observações por escrito. Neste momento, precisamos esclarecer um conceito errado muito comum sobre o NT. Quando falamos dos documentos do NT, não estamos falando de um único texto, mas de 27 textos.

Os documentos do NT são 27 documentos diferentes, escritos em 27 rolos diferentes, por nove autores, num período de 20 a 50 anos. Esses textos específicos desde então foram reunidos em um único livro que hoje chamamos Bíblia. Desse modo, o NT não é uma fonte única, mas uma coleção de fontes. Existe apenas um problema: até agora, nenhum dos documentos escritos originais do NT foi descoberto. Temos apenas cópias dos textos originais, chamados manuscritos. Isso pode nos impedir de saber o que diziam os originais? De modo algum. De fato, toda literatura significativa do mundo antigo é reconstituída à sua forma original ao se comparar os manuscritos que sobreviveram.

Para reconstruir-se o original, é muito útil termos um grande número de manuscritos produzidos não muito tempo depois do original. Maior quantidade de manuscritos e manuscritos antigos normalmente nos dão um testemunho mais confiável e geram condições para uma reconstrução mais precisa. Como os documentos do NT se saem nesse aspecto? Muito bem, melhor do que qualquer outro material do mundo antigo. De fato, os documentos do NT possuem mais manuscritos, manuscritos mais antigos e manuscritos mais abundantemente apoiados do que as dez melhores peças da literatura clássica combinadas. Veja a seguir o que queremos dizer com isso.

Mais manuscritos. De acordo com a última contagem, existem cerca de 5.700 manuscritos gregos do NT escritos à mão. Além disso, existem mais de 9 mil manuscritos em outras línguas (e.g., siríaco, copta, latim, árabe). Alguns desses quase 15 mil manuscritos são bíblias completas, outros são livros ou páginas, e somente alguns são apenas fragmentos. Não existe nada no mundo antigo que sequer se aproxime disso em termos de apoio a manuscritos. A obra mais próxima é a llíada, de Homero, com 643 manuscritos. A maioria das outras obras antigas sobrevive com pouco mais de uma dúzia de manuscritos. Contudo, poucos historiadores questionam a historicidade dos eventos que essas obras registram.

Manuscritos mais antigos. O NT não apenas desfruta de um amplo apoio dos manuscritos, como também possui manuscritos que foram escritos logo depois dos originais. O mais antigo e incontestável manuscrito é um segmento de João 18.31-33,37,38, conhecido como fragmento John Rylands (porque está na Biblioteca John Rylands, em Manchester, Inglaterra). Os estudiosos datam esse documento como tendo sido escrito entre 117 e 138 d.e, mas alguns dizem que ele é ainda mais antigo. O fragmento foi encontrado no Egito próximo ao mar Mediterrâneo, e seu provável local de composição foi a Ásia Menor – demonstrando que o evangelho de João foi copiado e levado a lugares distantes logo no início do século 11.

Existem nove fragmentos discutíveis, ainda mais antigos que o fragmento John Rylands, que datam do período que vai do ano 50 ao 70 d.e, encontrados com os Manuscritos do mar Morto. Alguns estudiosos acreditam que esses fragmentos são parte de seis livros do NT, incluindo Marcos, Atos, Romanos, 1ª Timóteo, 2ª Pedro e Tiago. Embora outros estudiosos resistam a essa conclusão (talvez porque admitir isso seria uma afronta à sua inclinação liberal de que o NT foi escrito posteriormente), eles não encontraram nenhum outro texto que não fosse do NT ao qual esses fragmentos pudessem pertencer.


Confiabilidade do Novo Testamento quando comparado com os outros documentos antigos
  
Os fragmentos foram encontrados numa caverna que, anteriormente, fora identificada como uma que possuía material cuja datação variava de 50 a.C. a 50 d.C. O primeiro estudioso a identificar esses fragmentos antigos como livros do NT foi José O'Callahan, um destacado paleógrafo espanhol. O New York Times reconheceu as implicações da teoria de O'Callahan ao admitir que, se eles fossem verdadeiros, "então provariam que pelo menos um dos evangelhos – o de S. Marcos – foi escrito apenas alguns anos depois da morte de Jesus".

Mas mesmo que não fossem fragmentos verdadeiros do NT e se o fragmento John Rylands fosse realmente o mais antigo, o espaço de tempo entre o original e a primeira cópia ainda existente é muitas vezes menor do que qualquer outro do mundo antigo. A Ilíada tem o segundo menor espaço, que é de cerca de 500 anos. A maioria das outras obras antigas está distante mil anos ou mais do original. O espaço do NT, de cerca de 25 anos, pode ser menor (isso não significa que não tenha havido outros manuscritos entre o original e a primeira cópia; eles certamente existiram.

Isso simplesmente significa que esses manuscritos deterioraram-se, foram destruídos ou até mesmo não foram descobertos ainda). Qual é a idade do mais antigo manuscrito de um livro completo do NT? Manuscritos que formam livros inteiros do NT sobreviveram a partir do ano 200 d.C. E quanto aos mais antigos manuscritos do NT completo? A maioria dos manuscritos do NT, incluindo os quatro evangelhos, sobrevive desde o ano 250, e um manuscrito do NT (incluindo um Antigo Testamento em grego), chamado Códice Vaticano, sobrevive desde o ano 325.

Vários outros manuscritos completos sobrevivem desde aquele século. Esses manuscritos possuem ortografia e pontuação características que sugerem ser parte de uma família de manuscritos que pode ter sua origem entre 100 e 150 d.C. Se esses numerosos e antigos manuscritos fossem tudo o que os estudiosos possuíssem, poderiam reconstruir o NT original com grande precisão. Mas eles também possuem abundantes evidências de apoio do mundo antigo que fazem a reconstituição do NT ser ainda mais precisa. Vamos analisar isso a seguir.

Grande quantidade de manuscritos de apoio. Começando em fevereiro do ano 303 d.C., o imperador romano Diocleciano promulgou três editos de perseguição aos cristãos porque acreditava que a existência do cristianismo estava rompendo a aliança entre Roma e seus deuses. Os editos pediam a destruição das igrejas, dos manuscritos e de livros, assim como a morte dos cristãos. Centenas, se não milhares, de manuscritos foram destruídos por todo o Império Romano durante essa perseguição, que durou até o ano 311.

Mas mesmo que Diocleciano tivesse sido bem-sucedido em varrer da face da Terra todos os manuscritos bíblicos, ele não poderia ter destruído nossa capacidade de reconstruir o NT. Por quê? Porque os pais da igreja primitiva – homens dos séculos 11 e 111 como Justino Mártir, Ireneu, Clemente de Alexandria, Orígenes, Tertuliano e outros – fizeram tantas citações do NT (36.289 vezes, para ser exato) que todos os versículos do NT, com exceção de apenas 11, poderiam ser reconstituídos simplesmente de suas citações.

Em outras palavras, você poderia ir até a biblioteca pública, analisar as obras dos pais da igreja primitiva e ler praticamente todo o NT simplesmente com base nas citações que eles fizeram! Desse modo, nós não apenas temos milhares de manuscritos, mas milhares de citações desses manuscritos. Isso torna a reconstrução do texto original praticamente precisa. Mas quão precisa? Como os originais são reconstruídos e quão preciso é este NT reconstruído?


Como o original é reconstruído?

Esses três fatos – manuscritos em quantidade, antigos e de apoio – ajudam os estudiosos a reconstruírem os manuscritos originais do NT de maneira bem fácil. O processo de comparar muitas cópias e citações fornece uma reconstrução extremamente precisa do original, mesmo que erros fossem cometidos durante a cópia. Como isso funciona? Considere o exemplo a seguir. Suponha que tenhamos quatro diferentes manuscritos, os quais possuem quatro erros diferentes no mesmo versículo, como Filipenses 4.13 ("Tudo posso naquele que me fortalece"). Vejamos as quatro cópias hipotéticas:

1. Tudo posso naquele que me fortalece
2. Tudo posso naquele que me fortalece
3. Tudo posso naquele que me fortalece
4. Tudo posso naquele que me fortalece

Há algum mistério em relação àquilo que o original dizia? De modo algum. Pelo processo de comparação e de verificação cruzada, o NT original pode ser reconstruído com grande precisão. A reconstrução do NT é ainda mais fácil que isso, porque existem muito menos erros nos manuscritos verdadeiros do NT do que os que foram representados nesse exemplo. Vamos presumir por um instante que o NT seja realmente a palavra de Deus. Os céticos podem perguntar: "Bem, se o NT é realmente a palavra de Deus, então por que Deus não preservou o original?".

Só podemos especular aqui, mas uma possibilidade é porque sua palavra pode ser melhor protegida por meio de cópias do que por meio de documentos originais. Como assim? Porque, se o original estivesse de posse de alguma pessoa, essa pessoa poderia alterá-lo. Mas, se houvesse cópias espalhadas por todo o mundo antigo, não haveria maneira de um escriba ou sacerdote alterar a palavra de Deus. Como vimos, o processo de reconstrução permite que variantes e alterações nas cópias sejam identificadas e corrigidas de maneira bastante simples. Desse modo, ironicamente, o fato de não existirem originais pode preservar a palavra de Deus de uma maneira melhor do que se eles existissem.


Quão precisa é essa reconstrução?

Com o objetivo de abordar a questão da precisão, temos de esclarecer alguns mal-entendidos de muitos críticos em relação a "erros" nos manuscritos bíblicos. Alguns já chegaram a estimar que existem cerca de 200 mil erros nos manuscritos do NT. Primeiro de tudo, eles não são "erros", mas leituras variantes, a maioria das quais de natureza estritamente gramatical (i.e., pontuação e ortografia). Segundo, essas leituras estão espalhadas por cerca de 5.700 manuscritos, de modo que a variação na ortografia de uma letra de uma palavra em um versículo em 2 mil manuscritos é considerada 2 mil "erros".

Os especialistas em texto Westcott e Hort estimam que apenas uma em cada 60 dessas variantes tem significância. Isso levaria a um texto com grau de pureza de 98,33%. Philip Schaff calculou que, das 150 mil variantes conhecidas em seus dias, somente 400 mudaram o significado da passagem, apenas 50 foram de real importância e nem mesmo uma sequer afetou "um artigo de fé ou um preceito de obrigação que não seja abundantemente apoiado por outras passagens indubitáveis ou pelo sentido geral do ensinamento das Escrituras".

Nenhum outro livro antigo é tão bem autenticado. O grande estudioso do NT e professor da Universidade de Princeton, Bruce Metzger, estimou que o Mahabharata, do hinduísmo, foi copiado com apenas 90% de precisão e que a Ilíada de Homero, com cerca de 95%. Por comparação, ele estimou que o NT é cerca de 99,5% preciso. Mais uma vez, o 0,5% em questão não afeta uma única doutrina da fé cristã. Fredric Kenyon, autoridade em manuscritos antigos, resumiu muito bem a situação do NT quando escreveu:

“Não se pode afirmar com plena firmeza que, em substância, o texto da Bíblia seja inquestionável. Em especial, essa é a situação do Novo Testamento. O número de manuscritos do NT, de traduções antigas dele e de suas citações pelos antigos autores da igreja é tão grande que é praticamente certo que a verdadeira leitura de toda passagem dúbia esteja preservada em uma ou outra dessas autoridades antigas. Não se pode dizer isso em relação a nenhum outro livro antigo do mundo"

Por: Norman Geisler e Frank Turek. 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

PARTE 5

Mas qual a manifestação do Espírito mais encorajada pelo próprio Espírito Santo, para que busquemos e demonstremos?

Nossa mentalidade ocidental humanista e egocêntrica se atém mais ao espetacular do que ao sobrenatural. Ou seja, as manifestações que parecem mais “fantásticas” na concepção humana comum, como curas e milagres, são mais buscados por nós para oferecer o “espetáculo” que o mundo quer para acreditar na Verdade.
É bem verdade que o Senhor deixou estes dons para captar a realidade sensorial (a atenção) dos descrentes (Atos 8:6), mas somos mais exortados pela Palavra inspirada a buscar com zelo outra categoria de manifestação.

Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
I Coríntios 14:1

Sim, os efeitos transformadores da atividade profética são mais efetivos no ajuntamento da Igreja do que a atividade apostólica. Chamamos de ação apostólica, a manifestação do Espírito na missão da Igreja, ou seja, fora de quatro paredes, e de atividade profética a manifestação do Espírito no culto cristão. Assim, o profético é que deve dar a “tônica” em nossos cultos.

Antes de entendermos o profético como manifestação do Espírito, vamos classificar os nove dons espirituais biblicamente relacionados:

1.     DONS DE PODER
·        Dom da Fé
·        Dons de Cura
·        Operação de Maravilhas

2.     DONS DE REVELAÇÃO
·        Palavra de Conhecimento
·        Palavra de Sabedoria
·        Discernimento de Espíritos

3.     DONS DE ELOCUÇÃO
·        Variedade de Línguas
·        Interpretação de Línguas
·        Profecia

Nossa ênfase aqui é no dom que somos todos exortados a buscar zelosamente (I Coríntios 14:1), o DOM DA PROFECIA. É importante distinguir que este Dom de Profecia de I Coríntios 12:10 é diferente do Ministério de Profeta de Efésios 4:11. Nem todo aquele que opera no dom de profecia pode ser considerado um profeta, embora, todo profeta seja dotado do dom de profecia.

Profetizar é certamente a mais importante manifestação do Espírito no ajuntamento da Igreja. Desde o Antigo Testamento, Deus expressou o desejo de que todos os seus servos profetizassem (Números 11:29), e hoje, na Nova Aliança, Deus ainda expressa este desejo para seus filhos nascidos de novo (I Coríntios 14:5).

Quando permitimos que o Espírito Santo se manifeste através da profecia, os efeitos são poderosos e indeléveis no coração das pessoas, especialmente os descrentes.

Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.
I Coríntios 14:24-25

Note nessa Escritura Sagrada quatro efeitos da profecia:

1.     REVELAÇÃO
...os segredos do seu coração ficarão manifestos...
A profecia produz revelação, pois através dela questões íntimas do coração humano são piedosamente expostas por uma Palavra rhema (Hebreus 4:12).

2.     ADORAÇÃO
...lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus...
A profecia produz adoração, pois o descrente ao ver a menifestação sobrenatural do Espírito, se rende em uma atitude de louvor e adoração à Deus.

3.     PROCLAMAÇÃO
...publicando
A profecia produz proclamação, pois esse descrente, após contemplar a manifestação do Espírito, anunciará às pessoas sua experiência no culto e a forma como Deus se apresenta em um ajuntamento de crentes.

4.     CONVICÇÃO
...publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.
A profecia produz convicção, pois através dela o descrente não terá a menor dúvida da presença de Deus em nosso culto.


Continua...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO

PARTE 4

Ainda falando do termo manifestação do Espírito, precisamos compreender sua verdadeira natureza.


Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil
I Coríntios 12:7

A palavra “manifestação” vem do Latim MANIFESTUS, que significa “compreensível”, “claro”, “aparente”, “evidente”, formada por manus, “mão”, mais festus, “agarrado”, “apanhado”.
No original grego do texto sagrado (I Coríntios 12:7), a palavra é PHANEROSIS, que significa “exibição”, “expressão”. A palavra substantiva é PHANEROÕ, que significa “tornar manifesto”, “tornar visível ou observável”.

Apeguemo-nos a três palavras que designam nesse texto a MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO:
1.     EXPRESSÃO
2.     EXIBIÇÃO
3.     COMPREENSÍVEL

Por expressão entendemos aquilo que revela a natureza de algo ou de alguém.
Por exibição entendemos aquilo que se torna visível ou observável.
Por compreensível entendemos aquilo que se pode compreender facilmente.

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É UMA EXPRESSÃO

Tudo o que existe se expressa de alguma forma. A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve expressar sua natureza e atributos. Essa manifestação não deve expressar demasiadamente a natureza de seu canal humano, embora opere na individualidade de cada membro do corpo. Em sua manifestação na Igreja, o Espírito revela seus cinco atributos ativos: (1) onipotência, (2) onisciência, (3) onipresença, (4) sabedoria e (5) soberania.
Em especial nos atributos onipotência, onisciência e sabedoria, o Espírito se manifesta através dos seguintes dentre os nove dons espirituais (I Coríntios 12:8-11):
ONIPOTÊNCIA: Fé, Dons de Curar e Operação de Maravilhas.
ONISCIÊNCIA: Profecia, Palavra de Conhecimento e Discernimento de Espíritos.
SABEDORIA: Palavra de Sabedoria

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É UMA EXIBIÇÃO

A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve ser algo visível e observável pelos sentidos naturais. Essa manifestação descrita pelo apóstolo Paulo, não é algo contemplativo e misterioso, mas uma exibição, ou seja, uma demonstração visível do Ser Invisível e divino, o Espírito de Deus. Ele deve ser demonstrado às pessoas não somente através da exposição verbal da Escritura Sagrada, mas pela confirmação e evidência sobrenatural na mesma (Marcos 16:20; Atos 4:29-39). A manifestação do Espírito é, em essência, a própria demonstração do Espírito. Paulo declara a natureza de seu ministério para com a igreja de Corinto: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder.” (I Coríntios 2:4).
Essa demonstração do Espírito pode se dar tanto no campo da AÇÃO (dons de curar e operação de milagres/maravilhas) como no da VERBALIZAÇÃO (profecia, línguas e interpretação).
Esta forma de “exibição” não tem como intuito promover homens, mas glorificar a Deus; é Deus exibindo sua grandeza, poder, justiça, bondade, fidelidade. É uma exibição gratuita da natureza e caráter de Deus entre os homens.

A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO É COMPREENSÍVEL

A verdadeira manifestação do Espírito Santo deve ser facilmente compreendida e livre do elemento enigmático. Qualquer tipo de manifestação que deixe dúvidas e confusão na mente de qualquer indivíduo, não é do Espírito.

Alguns seguimentos pentecostais qualificam expressões como dançar, correr, rir, pular, ou cair, como manifestações do Espírito. Os indoutos perguntariam: “Qual o propósito ou utilidade disso como manifestação?”. Devemos lembrar que “...a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.” Dançar, correr, rir, pular, ou cair, não revelam nenhum tipo de propósito ou “utilidade”. Na verdade, podemos classificar essas coisas como reações. Diante de manifestações reais do Espírito Santo a Igreja, não é errado dançar, correr, rir, pular, ou cair, mas isto é uma reação particular à ação direta do Espírito Santo, ou seja, o Espírito se manifesta e o homem reage de acordo com seu “sistema de crenças”, essas crenças podem ser religiosas, culturais, regionais, litúrgicas, familiares ou intelectuais.

É mais ou menos assim: Se eu colocar o dedo na tomada e tiver espasmos e tremores, isso não é a eletricidade em si, mas a minha reação a ela; da mesma forma, ao ser tocado pela manifestação do Espírito eu posso reagir das mais extravagantes e estranhas maneiras, isso aconteceu e acontece muito comumente em tempos de genuíno avivamento espiritual.

Mas qual a manifestação do Espírito mais encorajada pelo próprio Espírito Santo, para que busquemos e demonstremos?


Continua...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A PALAVRA DA FÉ... Duas Escolas


É maravilhoso observar com discernimento profético a maneira como Deus vem restaurando sua Igreja ao longo dos séculos “pós-constantinianos”. A cada geração o Espírito de Deus renova verdades espirituais das Escrituras para culminar com a derradeira e poderosa restauração total no tempo do fim (Atos 3:19-21).

Foi em meados da década de 60 que Deus começou a trazer à tona a revelação do dom da fé. Na verdade, esta revelação ganhou força e projeção através do pastor e evangelista norte-americano EssekWilliam Kenyon, mais conhecido como E.W. Kenyion (24/04/1867 – 19/03/1948). Os escritos de Kenyon explanam as verdades gloriosas da revelação dada ao apóstolo Paulo, em linguagem simples e concisa. Ele escreveu para o homem espiritual, dirigindo-se ao coração do ser humano.
Com o passar dos anos e sua fama sendo conhecida por todos, ele iniciou o Bethel Bible Institute (Instituto Bíblico Betel). Muitos jovens vieram para aprender a Palavra de Deus e sobre a vida de fé ensinada e vivida por ele. Nesta escola, não era cobrada taxa de matrícula e os professores não recebiam salário. Tudo foi feito através da oração. Desta instituição, saíram muitos missionários treinados e enviados a todo o mundo pregando estas verdades.

Os ensinos de E.W. Kenyon deram origem ao movimento chamado A PALAVRA DA FÉ, cujas verdades resgatadas incluíam:

1.     Os privilégios da Nova Criação;
2.     O poder criativo das palavras;
3.     A cura divina na expiação;
4.     O poder do Nome de Jesus;
5.     A dádiva da Justiça imputada.

Poucos movimentos foram tão estigmatizados e perseguidos pelos apologistas intolerantes e céticos como este. À bem da verdade, como em todo movimento de restauração, houve extremos na Palavra da Fé, porém, que não depreciaram sua importância no mover do Espírito ao longo de dois anos de cristianismo.

O Movimento Palavra da Fé foi difundido em todo mundo ganhando muita força, principalmente pelo ministério de dois ministros norte-americanos: Kenneth Hagin e Tommy Lee Osborn.

Os ensinos do irmão Hagin se enveredaram para alguns extremos triunfalistas e de influência cultural americana, tanto na teologia quanto na liturgia do culto.
Realmente, a Palavra da Fé ganhou seu equilíbrio doutrinário pelos ensinos do Dr. T.L. Osborn, que enfatizou a vida abundante e a cura divina como demonstrações da pregação do Evangelho aos não cristãos.

Assim, o Movimento Palavra da Fé pode ser visto pelo prisma de duas escolas que podemos chamar de “Escola do homem Triunfante” e “Escola do Reino Triunfante”:

     ESCOLA DO HOMEM TRIUNFANTE            ESCOLA DO REINO TRIUNFANTE
Kenneth E. Hagin
Tommy Lee Osborn
Joel Osteen
John Osteen
Kenneth Coopeland
Myles Munroe
Joseph Prince
Guilhermo Maldonado

Na tabela acima destaquei apenas alguns difusores mais importantes de cada escola a titulo de pesquisa do leitor, encabeçados pelos irmãos Hagin e Osborn.
Vamos observar agora algumas diferenças importantes de cada escola:

     ESCOLA DO HOMEM TRIUNFANTE            ESCOLA DO REINO TRIUNFANTE
Ênfase na Igreja Local
Ênfase no Reino de Deus
Ênfase em finanças
Ênfase em Saúde
Ênfase na experiência mística
Ênfase na Palavra revelada
Ênfase no Ministério Profético
Ênfase no Ministério Evangelístico
Ênfase nas manifestações no templo
Ênfase nas manifestações fora do templo
Ênfase na doutrina do arrebatamento
Ênfase no estabelecimento do Reino

Quero deixar uma nota de esclarecimento: Não estou unido aos falsos apologistas que usam de maledicência contra o a vida e o ministério do irmão Hagin, tão pouco considero seus ensinos falsos, apenas traço aqui uma linha de equilíbrio escriturístico para vivermos na plenitude da vida abundante de Deus, mas entendendo que todas as dádivas da graça e da Redenção têm a finalidade de fazer com que cada homem e mulher na terra possam encontrar seu propósito e se suprir dos recursos divinos para cumpri-lo.

Não nascemos de novo para buscar ou anelar ser “milionários”, mas para, sim, desfrutar da porção destinada por Deus a nós nesta vida, a fim de reinarmos sobre nosso domínio pessoal para a glória de Deus e expansão de seu Reino; e podemos fazer isto contanto com a certeza de uma saúde redimida na alma e no corpo.

Nascidos de novo em Cristo, somos agora filhos de Deus, justos e justificados pela obra redentora do Calvário, participantes da natureza divina, habitados e capacitados pelo Espírito de Deus, sarados na alma e no corpo pelas feridas de Cristo, embaixadores do Reino com poder sobre o mundo, o Pecado e o Diabo. Tudo isso, para cumprir o propósito original de Deus: Trazer e viver a realidade do céu na terra.

Esta é a Palavra da Fé.
Este é o Evangelho do Reino.